Plantas preservadas: Mais verde e menos trabalho

Plantas preservadas: Mais verde e menos trabalho

Última atualização há 4 meses.

As plantas preservadas surgiram no contexto de um mundo cada vez mais urbano, onde o cultivo de plantas dentro de casa passou a ser comum, numa tentativa de preservação do contato com a natureza e também como elemento de decoração.

No entanto, nem sempre essa prática se adéqua bem à rotina acelerada de uma cidade grande, já que exige tempo, cuidado e manutenção constante. Outro empecilho, principalmente em apartamentos, é a falta de iluminação em alguns ambientes, o que inviabiliza a utilização de muitos tipos de plantas.

Para dar mais praticidade a esse novo costume, paisagistas desenvolveram as plantas preservadas: vegetações naturais desidratadas que podem ser uma ótima opção para decorações internas.

Como são feitas as plantas preservadas?

A criação deste elemento decorativo começa com um trabalho de proteção e estabilização das plantas naturais. Primeiramente, elas passam por um processo de desidratação, onde grande parte da água é removida.

Depois disso, a vegetação é instalada em tambores com produtos químicos que mantêm sua aparência conservada por anos. Terminada a fase de preservação, é feita a secagem e o tingimento das folhas.

Todo esse processo faz com que a planta mantenha folhagem e textura saudáveis, sem precisar de cuidados especiais, unindo a elegância da decoração natural com a velocidade exigida pela vida nas metrópoles.

Espécies mais utilizadas

Atualmente, a Avenca (Adiantum capillus-veneris) é a espécie mais utilizada, especialmente em jardins verticais. Seu volume cria um nível de similaridade impressionante em comparação com projetos naturais.

Outras escolhas populares são os buxinhos (Buxus sempervirens) e a Cica (Cycas revoluta), instalados principalmente em vasos. 

Árvores preservadas

Apesar de serem menos comuns em ambientes residenciais, as árvores preservadas também fazem sucesso no mercado.

Montadas com caule verdadeiro, elas recebem tratamento de estabilização e manutenção de cor e textura, garantindo um maior nível de autenticidade.

A Palmeira-areca (Dypsis lutescens) e a Palmeira-fênix (Phoenix Roebelenii) são as espécies mais comuns nesse tipo de projeto.

Vantagens das plantas preservadas

– Dispensam água, luz solar e são mais fáceis de controlar e adequar aos ambientes

– Fazem bem menos sujeira e estão livres de insetos e pragas

– Dispensam o uso de irrigação automática ou manual

– Possuem altíssima durabilidade

– Melhoram o som ambiente

– Resistem muito bem às mudanças climáticas e ao ar-condicionado.

– Permitem versatilidade e criatividade nos projetos

– São desenvolvidas sob medida e de acordo com as necessidades do cliente

– Viabilizam a aplicação de áreas verdes em locais de difícil acesso para manutenção, como paredes com o pé-direito alto

Processo de instalação

A instalação das plantas preservadas é feita em cerca de 60 dias e possui variáveis de acordo com o projeto escolhido pelo cliente.

A técnica mais utilizada atualmente é a dos jardins verticais. Nela, profissionais aplicam a vegetação em quadros ou grandes painéis e os instalam nas paredes selecionadas.

A montagem é manual, folha a folha, fazendo com que cada jardim vertical seja único. Diferentemente dos projetos com plantas naturais, os jardins preservados não precisam de um sistema especial de irrigação, o que torna sua instalação mais simples.

Manutenção das plantas preservadas

As plantas preservadas costumam se manter em ótimas condições por cerca de um ano, contanto que os cuidados necessários, como a proteção contra a incidência de luz solar, sejam tomados.

Em todo caso, uma manutenção anual é recomendável para que seja feita a reposição de folhas deterioradas pelo tempo, troca de espécies eventualmente quebradas ou tingimento para resgatar a vitalidade das plantas.

Também é sugerida uma limpeza básica a cada seis meses para evitar o acúmulo de poeira e manter o aspecto sadio e brilhante das plantas.

Nem tudo são flores

As plantas preservadas também possuem seus pontos negativos. Ao contrário das plantas originais, elas não realizam fotossíntese. Portanto, não influenciam na temperatura local e nem filtram poluentes.

Outra desvantagem é não poderem ser instaladas em áreas externas, já que seu contato com umidade e luz solar direta é prejudicial.

Além disso, o preço dela é bem mais salgado do que o de plantas naturais: a partir de cerca de R$1.000 por m², dependendo do projeto.

O comprador também terá que arcar com a despesa das manutenções anuais, recomendadas pelas empresas que trabalham com o produto.

Apesar desses fatores, as plantas preservadas não deixam de ser uma boa opção para quem quer estreitar seu contato com a natureza, decorar com bom gosto e manter praticidade e conforto.

Plantas artificiais: opção mais acessível

Apesar de oferecerem um aspecto menos natural do que as plantas preservadas, as plantas artificiais cumprem muito bem o seu papel para uma decoração verde e elegante.

Sua manutenção também é bastante prática e elas são mais baratas e fáceis de encontrar do que as plantas preservadas.

Portanto, se você quer gastar menos sem prejudicar tanto o aspecto visual, as plantas artificiais são uma ótima alternativa.

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Tibério Construtora

Desde 1964 construindo uma trajetória de qualidade e solidez.

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